Numa entrevista recente com Kenichi Suzuki, Martin Splitt, da equipe de Relações de Pesquisa do Google, abordou o tema dos dados estruturados. A questão surgiu em comparação à afirmação de Fabrice Canel (Microsoft Bing) de que os dados estruturados ajudam os LLMs da Microsoft a compreender melhor o conteúdo.
A visão do Google: utilidade confirmada
Questionado sobre a perspectiva do Google, Martin Splitt confirmou que a visão é semelhante à do Bing: “O mesmo”. Ele elaborou, explicando por que os dados estruturados são valiosos:
- “Mais dados estruturados nos dão mais informações.”
- “E nos dão mais confiança na informação.”
Por essa razão, ele concluiu que “faz sentido ter dados estruturados”.
Como os dados estruturados ajudam (e como não ajudam) no ranking
Dados estruturados funcionam como “etiquetas” que ajudam os motores de busca a entenderem melhor o conteúdo.
Eles são essenciais para identificar entidades (pessoas, lugares, produtos, etc.) e tópicos principais.
Ajudam a lidar com a desambiguação (ex: diferenciar Jaguar, o animal, da marca de carro).
Quando o Google compreende seu conteúdo com mais precisão e confiança, ele pode apresentá-lo de forma mais eficaz para pesquisas relevantes.
Isso significa que, indiretamente, uma boa implementação pode contribuir para uma melhor visibilidade orgânica, incluindo a elegibilidade para rich results (resultados ricos).
No entanto, e o impacto direto no ranking?
Uma dúvida comum é se adicionar dados estruturados, por si só, melhora a classificação.
Questionado diretamente (“Dados estruturados impulsionam rankings?”), a resposta de Martin Splitt foi enfática: “Não.”
Ele reforçou: “Não impulsionam. Não.”
Portanto, a simples adoção de dados estruturados não é capaz de melhorar seus resultados sozinha e não é um fator direto de ranking. A qualidade do conteúdo e outros fatores de SEO continuam sendo a base principal.
Recomendação: use quando fizer sentido
Apesar de não serem um fator direto de classificação, a recomendação de Splitt é clara: use dados estruturados quando for apropriado e fizer sentido para o seu conteúdo.
- “Se faz sentido, use dados estruturados.”
- “Se não faz sentido, não tente forçar”, aconselhou.
O valor reside em fornecer mais clareza e confiança ao Google sobre as informações da sua página, ajudando na compreensão e potencializando a exibição em formatos especiais, mas não em uma manipulação direta da classificação.
Publisher do "Não é Agência!" e Especialista de SEO, Willian Porto tem mais de 21 anos de experiência em projetos de aquisição orgânica. Especializado em Portais de Notícias, também participou de projetos em e-commerces, como Americanas, Shoptime, Bosch e Trocafone.
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