Depois do anúncio ontem (8), usuários já conseguem utilizar o modo IA no Brasil. Todas as contas consultadas tiveram acesso à ferramenta.
Desde a semana passada, é possível acessá-la a partir de google.com/ai
Funcionamento da ferramenta
Na pesquisa, o Modo IA pode entregar imagens, além de heading topics e bullets points. Observe que, no caso mostrado, não há links integrados ao conteúdo. Apenas existem âncoras que levam às fontes mostradas à direita.
Veja aparência em desktop.

No celular, por outro lado, as fontes aparecem tanto na parte superior quanto inferior.

Além disso, as imagens também aparecem. Para ver as demais, o usuário deve arrastar o dedo para a direita.

Sem me importar muito com o que o Modo IA diz, ele reconhece que o trabalho efetuado é crítico às grandes empresas, bem como exposição dos desafios editoriais. Mais uma vez, não há links no conteúdo, apenas âncoras para as fontes inferiores ou superiores.

Notícias
Também pedimos ao Modo IA que nos mostrasse quais foram as últimas notícias do dia. Ele apresentou:

O processo foi o mesmo dos descritos acima. Apenas eventuais âncoras para as fontes à direita. Embora tenha utilizado 12, deu destaque para apenas 3, sendo dois veículos públicos.
Depois, utilizei um título de matéria publicada por O Globo para pedir contexto para o Modo IA. Dessa vez, embora tenha resumido o conteúdo, incluiu um link. Nesse caso, para o g1.

Resposta do Modo IA, utilizando três fontes:

Ao pedir que o tópico fosse explorado, 6 fontes foram utilizadas, nenhuma delas relacionadas com o G1 ou O Globo em destaque.

Impactos
O Modo IA chega ao Brasil com alguma maturidade. É possível fazer perguntas complexas à ferramenta, que consegue responder adequadamente na maior parte das vezes. Por outro lado, tão grande quanto suas habilidades é seu potencial de destruição de valor.
Por um lado, ajuda a introjetar a ideia de que o consumo de notícias é gratuito. Ele consegue, de maneira hábil, extrapolar fontes, mesmo quando a indicação era de algo de um portal específico. Isso mostra que ele é capaz de mostrar novas fontes, ainda que o interesse inicial fosse por algo específico.
Além disso, as fontes mudam conforme a conversa com o Modo IA evolui. Nesse caso, torna-se complicado pensar em fidelidade de fontes. Não parece ter como assegurar que o conteúdo de portal será privilegiado.
Preocupa também a relação inversamente proporcional entre experiência do usuário com a ferramenta e os acessos aos sites. A tendência, com o tempo, é de as pessoas fazerem mais perguntas em vez de fazerem mais cliques.
Nesse sentido, quanto mais confiável for o Modo IA, menos resultados os portais devem esperar.
Por fim, o potencial de lembrança deve ser pequeno. A mera citação significa pouco, uma vez que, durante a navegação, um usuário se depara com várias delas.
Ou seja, precisamos continuar falando sobre monetização de portais. Quando se trata do Google, principalmente, uma vez que a empresa detém o controle das pesquisas em todo ocidente.
Publisher do "Não é Agência!" e Especialista de SEO, Willian Porto tem mais de 21 anos de experiência em projetos de aquisição orgânica. Especializado em Portais de Notícias, também participou de projetos em e-commerces, como Americanas, Shoptime, Bosch e Trocafone.
- Willian Portohttps://naoeagencia.com.br/author/naoeagencia/
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